Há quem diga que são de erros que se aprende, de dores que os tornam fortes, de amores que se fazem sorte.
De um nuvem que se passa, preta ou branca, branca ou preta, levam-se as dores, trazem-se os temores. De dores, amores, de cores.
E se um dia tudo isso mudar ? Há quem diga que o novo acorda, o passado remota e o futuro refaz.
E, se por um acaso eu fosse viver só, o que tem demais ? Não faço rima, não vivo minha sina.
Não sei o que é poema, não ouço o silêncio, não canto canções. Não vejo o futuro, não lembro o passado, mas vivo o presente. Presente que de surpresa não tem nada.
Nada faço eu, surpresa faz a vida e nada faço eu. Acordo, ando, como, durmo. Rotina. Ora quer que se acabe, ora quer que se retorne. Duvida. E se ? Arrependimento. Por que ? Dor. Infelizmente é o que se tem. E o que se tem é nada.
A vida está aí, minha gente ! Está aí para se viver, para aprender e para ensinar.
O mundo é feito de mentiras. A cabeça feita de possibilidades. E a vida ? Ah, a vida. Da vida cabe a nós, individualmente, descobrir do que ela é feita.

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