sábado, 4 de fevereiro de 2012

Shit, cool, nothing to do.

Carta para Julieta

Cara Julieta, tenho que lhe confessar que de muitas amarguras tenho passado. Assim como tu passastes com teu Romeu, tenho passado com o meu, mas de forma estranha à tua.
De amor, nada sei, mas dele sofro como se me fosse verdadeiramente familiar. Tenho em mente tuas grandes e belas falas de amor. Formosas tal qual à tua imensa beleza; e me satisfaz tê-las em mente. Mas apenas em mente permanecerão. Temo ao dizer que o meu Romeu não se faz presente em meu âmbito social. Somos divergentes, distantes. Nunca nos igualamos ao veneno que vós chamais de amor e que, se me permite a ousadia de vos acusar, vos matou e matou a vosso amante. Sinto por todos estes fatos, mas tardastes a decidir com vosso homem.
Entretanto, não quero ter a ousadia de opinar em vossos fatos mais íntimos, mas tenho em comparação com a minha história, a tua. Tenho passado dias cruéis com minhas frustrações de sentimentos outrora coloridos. Meu Romeu faz pouco caso de meu estado emocional. Faz pouco de mim e ainda possui a coragem e a audácia de me considerar uma louca! Ora, mas veja só que intrusão!
Mas, oh! Perdoe-me, cara Julieta! Perdoe minhas ferozes palavras de puro desabafo e agressão. Mas, infelizmente, tenho provado do mesmo veneno que o teu: o amor imensurável. Oh, queria eu ter a morte súbita do amor que outrora tu tivestes. Antes um amor platônico a um amor não correspondido.
Sinto-me como uma garotinha a lhe escrever esta carta. Mas, apenas pelo fato de estar pondo em rabiscos as fortes dores de meu coração, sinto-me confortável e descansada.
Agradeço tua imensa inspiração para Shakespeare. Afinal, nunca houve, em lugar algum, história de amor tão bela e sincera como a tua com o teu Romeu.
"As juras mais fortes consomem-se no fogo da paixão com a mais simples palha." 
(William Shakespeare)
Com amor, 
Vanessa

Everything I want.